Ex-ministro deixou marcas indeléveis na política pública e contribui “com densidade” para debates importantes do FIBE em Lisboa e Madrid.

O Fórum de Integração Brasil Europa (FIBE) expressa profundo pesar pela morte do ex-ministro Raul Jungmann, após 50 anos dedicados à defesa da democracia e do Brasil. Sócio-fundador do FIBE em 2021, Jungmann deixou marcas indeléveis na política brasileira e em debates importantes, realizados também pelo FIBE.
«Raul foi um homem público de rara integridade e de extraordinária densidade republicana», definiu o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Conselho Consultivo do FIBE, lembrando que «a democracia exige coragem e comprometimento permanente com a Constituição».
«Neste momento de pesar, ficamos com o privilégio de termos convivido de perto com Raul Jungmann na associação FIBE», destaca o vice-presidente José Roberto Afonso, lembrando das participações do ex-ministro da Defesa (2016 – 2019), e único titular do Ministério da Segurança Pública do país, em todos os eventos do FIBE – fosse de forma online, fosse presencialmente – como no 1º e 2º Foro Transformaciones, em Madrid, bem como no Fórum Impactos Económicos e Sociais dos Litígios de Massa, em Lisboa.

Neste último, Jungmann criticou o julgamento da Tragédia de Mariana pela Corte Inglesa. Diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) desde 2022, o subiu o tom do debate ao defender a soberania brasileira. «Subordinar a soberania do Brasil a outra nação fere a Constituição brasileira porque estados e municípios têm autonomia, mas não são soberanos ao Estado brasileiro».
Com o conhecimento de Ministro do Desenvolvimento Agrário, no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, Jungmann também apresentou o Fórum Futuro do ESG, participando da cerimónia de abertura e de painéis, em novembro de 2023.
O presidente do FIBE, Vitalino Canas, recebeu com «consternação» a notícia do falecimento do «homem público de excelência» que foi Raul Jungmann. «O Raul deu muito ao Brasil e ao Mundo, e tinha ainda muito que dar. Sentimos a sua perda como a de um amigo que nos acompanhou desde o nascimento e nos apoiou». Canas expressou também «profundas condolências à família».