Após temporadas em Hamburgo e em Lisboa, com dois DUETOS especiais, a exposição vai a Londres, com a presença do FIBE.


O Pantanal desaguou na Europa há um ano, com a exposição Água Pantanal Fogo. Parceira do Fórum de Integração Brasil Europa (FIBE), a iniciativa Documenta Pantanal apresentou as cerca de 80 fotografias dos fotodocumentaristas brasileiros Lalo de Almeida e Luciano Candisani em Hamburgo, depois, em Lisboa e Berlim. Agora, a mostra retratará a morte e a vida na maior planície alagada do mundo no Science Museum, em Londres, a partir de 5 de fevereiro deste ano; com a presença do FIBE.
Assista aos Duetos Pantanal: Artivismo
O acordo de cooperação técnica entre a Documenta Pantanal já rendeu duas edições especiais do Duetos – Diálogos Além-Mar – com os temas Artivismo, em abril, e Documentar Novas Realidades, em julho. Na temporada portuguesa da mostra, o FIBE colaborou ainda para transformar o ambiente da exposição, situada na maior sala do Museu de História Natural e da Ciência (MUHNAC), no cenário do lançamento dos livros Presidentes Governantes, de Vitalino Canas, e Brasília, a arte da democracia, com coordenação da FGV Arte e do IDP, durante o XIII Fórum de Lisboa.
«A parceria com a Documenta Pantanal — realizadora da mostra, bem como de diversos documentários e festivais — já está estabelecida com o FIBE e é uma cooperação que muito nos orgulha e só nos impulsiona a fortalecer cada vez mais», resume a secretária-geral do FIBE, Dilne Mesquita.
Assista ao Duetos Pantanal: Documentar Novas Realidades
+ ÁGUA PANTANAL FOGO

As imagens reunidas pelo curador Eder Chiodetto na mostra Água, Pantanal, Fogo revelam a destruição causada pelos incêndios, que ocorrem desde 2020, e a vida ao redor das águas durante a época das enchentes. As fotografias da mostra cumpriram temporada no Museu Nacional de História Natural e da Ciências, em Lisboa, de abril a junho de 2025, com o apoio do FIBE.
«A exposição Água, Pantanal, Fogo“, que pudemos visitar no Museu Internacional Marítimo de Hamburgo e que tivemos muito prazer em apoiar quando apresentada em Lisboa, apela às nossas mais fortes e contraditórias emoções. A beleza e grandeza das fotografias, a qualidade técnica, a força de resistência de um lugar único no mundo, tudo nos obriga a recomendar vivamente uma visita», antecipa o presidente do FIBE, Vitalino Canas.
Coordenadora da iniciativa Documenta Pantanal, Monica Guimarães chamou a atenção para a importância das imagens, muitas vezes, chocantes. «A dureza das imagens de Lalo de Almeida, que compõem essa exposição, não nasce do desejo de entristecer quem as vê, mas não podemos negar as realidades que revelam. Da mesma forma, a beleza retratada nas fotografias de Luciano Candisani não intenciona nos fazer pensar que está tudo bem e nada de ruim está acontecendo», comentou na vernissage em Hamburgo.

«Contrapostas com tanta maestria por nosso curador, Eder Chiodetto, essas imagens foram produzidas na intenção de nos alertar para o fato de que a beleza pode facilmente transformar-se em destruição. E de que a destruição uma vez instalada demanda muito trabalho e muito tempo para voltar a ser beleza. Essa é a reação que move essa mostra. Mostrar essa visão inspiradora do grande Pantanal do outro lado do Atlântico, em países não menos afetados pela desordem climática, é de uma tremenda importância», finalizou.